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28 de julho de 2014 - 10:38F1

#Ficaadica

Budapeste – A corrida da Hungria foi alucinante, chegou um dado momento que quase não dava para acompanhar todas as ações da pista, as opções e estratégias das equipes, dada a quantidade mudanças da condição do traçado, da posição dos pilotos, do rendimento dos pneus. Enfim, uma das melhores corridas do ano e, certamente, muito divertida para que acompanhou.

No fim das contas, venceu quem teve mais frieza para analisar e se aproveitar do que estava acontecendo. E ninguém parece ser melhor do que a Red Bull nisso. Os atuais campeões sabem muito bem identificar quando uma corrida pode cair em suas mãos. Mas só isso não basta. Ontem, Hungaroring viu um grande espetáculo proporcionado, acima de tudo, pelos pilotos. E se tem uma coisa que a F1 deveria fazer, se deseja mesmo ganhar público novo e recuperar popularidade, é investir nos pilotos, que são as grandes estrelas do show, oras.  Personalidades para isso não faltam. Veja o pódio da Hungria.

Torcedores depois da corrida em Hungaroring

Torcedores depois da corrida em Hungaroring

Daniel Ricciardo foi de longe quem mais se destacou e não só pela vitória. O australiano conseguiu tirar tudo de seu Red Bull, soube se aproveitar da estratégia certeira da equipe e, no fim, ainda protagonizou uma bela disputa com Lewis Hamilton e, depois, com Fernando Alonso. As duas manobras arrancaram aplausos na sala de imprensa, que parece, sim, já ter uma leve preferência pelo risonho piloto. Depois, na coletiva, Ricciardo foi novamente ovacionado, riu e não escondeu a alegria. Ao ser perguntado sobre ter sido o único no ano a ter batido as Mercedes, Daniel não hesitou: “Alguém tinha de fazer isso, né”. É muito carisma.

Fernando Alonso fez uma grande corrida também, principalmente levando em consideração a instável Ferrari. Foi outro que soube ler bem a prova, as mudanças e tirou proveito disso, como de costume. O espanhol, embora atravesse uma seca de vitórias, ainda é um dos pilotos mais populares do grid. No pódio, o que mais se ouviu foi ‘Alonso, Alonso, Alonso’, no momento que a torcida pôde entrar na pista. Na porta do autódromo, nos três dias, muitos fãs vestidos do amarelo e vermelho da Espanha esperavam pelo bicampeão.

Lewis Hamilton é outro que atrai muitos torcedores. O arrojado e a ousadia do inglês contam muito a favor. O campeão de 2008, inclusive, revelou que foi uma cartinha que recebeu de um torcedor no domingo que o fez melhorar de humor para a corrida, depois de mais um problema da Mercedes no sábado.

Sebastian Vettel, por exemplo, também tem muitos seguidores por onde quer que passa. E, na Hungria, especialmente, duas coisas chamaram a atenção: a quantidade de fãs dos dois pilotos finlandeses. Na estrada que leva para a pista, inclusive, havia uma baita bandeira para Kimi Räikkönen, às 8h da manhã, com mais de uma dúzia de pessoas em volta.

A segunda coisa é Felipe Massa. O brasileiro possui uma grande torcida aqui, muito também em função do acidente de 2009. É muito atencioso com os torcedores e tinha uma turma cativa também na entrada da pista.

Os torcedores invadiram a pista

Os torcedores invadiram a pista

Quer dizer, é só uma dica, mas é o lado humano que interessa, que chama o público de verdade. Talvez esteja aí o caminho a percorrer.

1 comentário

  1. Felipe disse:

    Acho sensacional a invasão de pista após o término das corridas. É um conceito muito diferente nos autódromos europeus, participei 2x em Spa no setor bronze e foi inesquecível. Em 2012 estávamos no portão antes da antiga Bus Stop bem na hora em que se abriu, daí foi só descer o barranco e correr para a frente do pódio.

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