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18 de agosto de 2014 - 19:29F1

De volta ao trabalho

Leipzig – Depois das férias, da F1 e das minhas, estamos de volta. E já que é o GP da Bélgica que tradicionalmente abre a segunda fase da temporada, falemos dele. A clássica pista de Spa-Francorchamps é uma das favoritas de cada dez em dez pilotos. Todo mundo gosta de lá, porque é um circuito de corrida mesmo, na pura essência. Possui curvas de todos os tipos, descidas, subidas, tem longas retas e trechos de altíssima velocidade. Tudo que o piloto mais gosta na vida. Além disso, é um traçado enorme, de 7 km, localizado em um lugar belíssimo e charmoso, acima de tudo. Não tem como não gostar. Simples assim.

Tem torcedores por todos os lados. Gente que acampa nas imediações. Francorchamps ferve à noite, com seus bares e o seu grande hotel no centrinho. O lugar é divertidíssimo, apesar de toda a adversidade do tempo. Há muitos finlandeses e alemães entre os torcedores, com seus trailers e barracas. É uma coisa única de se viver.

Pessoalmente, Spa é a corrida que mais espero no ano. E isso desde sempre. Então, fazer a minha cobertura ‘in loco’ fora do país logo na Bélgica foi uma das coisas mais legais como jornalista. Isso foi em 2012.

Eu cheguei na quinta-feira, no fim da manhã, ao circuito e claro que o desejo-mor era ver logo a Eau Rouge, talvez a curva mais famosa da F1. E ela não demora a surgir. Nem bem você entra e já dá de cara com ela. Confesso que foi uma das grandes emoções nessa vida. Aí não teve jeito. Eu tive de percorrer todo o circuito. É uma aventura bem cansativa, mas vale muito a pena.

É onde dá realmente para conhecer a pista, as curvas, os pontos de freadas, as tangências. Acho que nem de carro seria tão emocionante. Foi divertido também caminhar ao lado de alguns pilotos, como Jenson Button e Mark Webber, e seus engenheiros e ouvir de longe os comentários. É outro mundo, de fato.

Aquele GP também ficou marcado pelo sério acidente provocado por Romain Grosjean na largada, que o suspendeu da etapa da Itália, inclusive (trabalhei muito nesse dia também). O barulho da batida foi assustador, mas também foi um alívio perceber o quanto os carros podem ser seguros.

Mas a corrida teve mais coisas legais. Teve a bela ultrapassagem de Kimi Räikkönen em Michael Schumacher e a fechada do alemão em cima do compatriota Sebastian Vettel, além da exibição de gala de Button. Por isso, esse é um dos meus GPs em Spa preferidos.

E para você, leitor, qual o GP da Bélgica mais marcante? E por quê?

2 comentários

  1. Pipão Godoy disse:

    lembro dessa ultrapassagem épica do Hakkinen em 2000.

    http://www.youtube.com/watch?v=K1WuWu8kGak

  2. Joel disse:

    Pra mim os melhores foram de 89, aquele pega show entre Prost e Mansel e 94, quando Hill e Schumacher se engalfinharam debaixo daquela empestade.

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