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27 de setembro de 2014 - 13:10F1

Warm Up, 20

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São Paulo (Sim, hoje tem festa!) - Não me lembro muito bem como começou, mas era quase um ritual voltar do colégio e passar na banquinha da Marília para pegar o Lance! ou O Estado do Paraná, especialmente em fins de semana de F1, para ler as colunas e acompanhar as matérias do Flavio Gomes.  Adorava. Ria sozinha na rua, lendo principalmente as colunas.

Creio que tudo isso tenha sido culpa do meu pai, que era um devorador de jornais, livros e tudo mais sobre automobilismo, inclusive, foi ele que um dia me disse: ‘Ah, esse é o cara que escrevia para a Folha. Não sei por que saiu de lá…’, quando falei que faria uma redação sobre a cobertura jornalística da F1 no Brasil. Eu ainda estava no colégio.

Apesar de o jornalismo não ter sido a minha primeira opção no vestibular, não tenho dúvidas de que o trabalho do Flavio teve grande influência quando finalmente decidi cursá-lo.

Na faculdade, lia o site o tempo todo e cheguei até a fazer uma entrevista com o Flavio por telefone uma vez (acho que ele nem lembra hehe). Foi tão divertido quanto as colunas e os diários de viagem que ele escrevia. Acho que nesse ponto foi dado o pontapé inicial dessa aventura.

Já formada, e aí morando em São Paulo, não perdi a chance de falar novamente com o Flavio sobre uma oportunidade no Grande Prêmio — nem sei de onde tirei coragem para perguntar. Do e-mail que começou com um ‘Oi, Flavio, lembra de mim?’, veio a conversa no autódromo, o primeiro texto, um teste com muitos outros textos na charmosa redação da Paulista e um início tímido.

Confesso que não esperava ficar tanto tempo. Isso foi na metade de 2007, pouco antes do GP da França. Hoje, não consigo nem me imaginar fazendo outra coisa e só tenho a dizer que é uma enorme honra fazer parte dessa equipe, de trabalhar com tanta gente competente, inteligente e divertida. Quase nem acredito que já estive em lugares como Indianápolis, Spa, Monza e Interlagos para cobrir a F1. E isso devo à Warm Up, que também é a minha vida e o meu orgulho. Obrigada!

E hoje é dia de festa, bolo e docinhos! Então, parabéns, Warm Up!

2 comentários

  1. Querida Suprema, meu anjo!

    Há 20 anos o jornalista Flavio Gomes criava a agência Warm Up, a “mãe” do Grande Prêmio, Revista Warm Up, TV GP e tantas outras coisas. É imperdível esse texto publicado hoje pelo Flavio do blog dele e, de minha parte, tenho algumas coisas a dizer.

    “O que eu digo é que, pessoalmente, eu aceitaria viver como Deus me fizesse viver. Mas se eu nascesse e visse que na minha frente, atrás de mim, de lado, todos os problemas estivessem resolvidos, seria muito monótono. Eu acho uma beleeeeeza ter razões para viver. E o Brasil agora é um desafio imeeeenso”.

    Eu era moleque, estudante de jornalismo em São Bernardo do Campo (Metodista), e Dom Helder Câmara disse isso para mim numa entrevista que fiz com ele. Essas palavras estão tão claras na minha mente que é como se estivesse ouvindo, nesse exato momento, o então Cardeal Arcebispo de Recife e Olinda, de pé, nos jardins internos de um colégio no Recife. Isso era 1983.

    Eu gosto de pensar que o jornalista é o Sujeito de Sua História quando efetivamente faz Jornalismo e consegue escapar de uma ciranda maluca na qual se transforma num serviçal do poder. Fazer Jornalismo não é uma definição de ESTAR, mas sim de SER. Eu sempre tentei fazer aquilo que me pareceu mais próximo desse conceito mágico do Fazer Jornalismo. Sei lá se tenho conseguido, mas em momentos nos quais me senti desmotivado, essa molecada do Grande Prêmio me oxigenou. E me oxigena e me motiva.

    É por isso que gosto de me sentir meio parte disso tudo, mas não como um dos protagonistas, que efetivamente não o sou. Mas como beneficiário de todo esse desafio, de toda essa energia, de toda essa crença no Jornalismo, de toda essa capacidade de sempre levantar, independentemente do tombo. Não sei se estou atual ou ultrapassado, mas penso no Jornalismo não como uma profissão, mas como uma condição de SER. Eu sinto isso nessa molecada do Grande Prêmio e por tudo isso é que gosto dela. É isso. Parabéns, beijos e obrigado Flavio, Suprema, Renan, Victor e Cia.

  2. Rafael disse:

    Muito bom o texto.

    Tb sempre fui um leitor assíduo do Flávio Gomes e do Grande Premio.
    Mas optei por tentar o automobilismo pelo outro lado, o da engenharia.
    Apesar de gostar do caminho que tomei às vezes me pergunto se deveria ter ido pelo jornalismo. Mas acho que não escrevo tão bem quanto vocês…

    Parabéns pela história e sucesso!

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