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7 de novembro de 2014 - 17:10F1

Nos lagos, 2

INTERLAGOS – Acabou há pouco, o segundo e último treino livre da F1 em Interlagos nesta sexta-feira (7). E Nico Rosberg foi quem liderou o dia por aqui, como quem diz: “Ainda estou vivo”. Na verdade, as bandeiras vermelhas (muitas hoje) acabaram também limitando demais o trabalho de todo mundo, e o alemão, com o tempo registrado ainda na metade da sessão, acabou na frente. Só que ele também comandou a sessão da manhã. Bom sinal, para ele.

Mais uma vez, a Mercedes não teve qualquer problema para ditar o ritmo na recém-recapeada pista paulistana. Tudo bem que de manhã todo mundo reclamou da falta de aderência e da sujeira, mas o treino da tarde foi bem melhor neste sentido, embora não tenha sido tão bem aproveitado quanto poderia.

A briga continua amanhã, e a ponta da tabela terá os dois carros prateados, sem a menor sombra de dúvida. Quem vem então,? A Red Bull, especialmente com Daniel Ricciardo, se mostrou forte, mas ainda sem condições plenas de oferecer alguma resistência aos alemães. Eu apostaria nela como segundo força aqui. Deve incomodar Ferrari e Williams.

Falando na equipe inglesa, Valterri Bottas e Felipe Massa andaram grudados, apenas 0s064 separaram ambos, que terminaram em quinto e sexto. Também devem crescer no sábado. Como de costume, a Williams usa a sexta-feira para diversas avaliações, hoje mudou os dutos e andou em diferentes configurações com seus dois.

Mas é da Ferrari que gostaria de falar. A equipe italiana foi razoavelmente bem neste primeiro dia, como tem acontecido em algumas sextas-feiras deste ano. Kimi Räikkönen terminou em terceiro, a 0s5 das Mercedes, algo que é plenamente normal. Fernando Alonso foi sétimo. Apesar do tempo, o finlandês demorou um pouco para se encontrar com o novo asfalto e teve algumas dificuldades, escapou da pista algumas vezes. Ainda pena para tentar compreender a difícil F14T. Mas a imagem do dia foi mesmo o incêndio que Alonso controlou depois que seu carro começou a pegar fogo já na parte final da sessão.

O espanhol tomou uma atitude desesperada ali para salvar o pouco que ainda lhe sobra neste fim de semana  e talvez até para Abu Dhabi. Ou seja, tentar não perder posições no grid por uma eventual troca de motor. Seria amargo demais encerrar o ciclo na Ferrari dessa forma. Mas, na verdade, é assim que vai acabar sua passagem pela equipe vermelha, que também vive um ano (mais um) de frustração. Não há perspectiva, o fogo já consumiu.

“A equipe precisa de uma motivação nova”, disse o espanhol ontem. Desconfio que é um pouco mais que isso.

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