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9 de novembro de 2014 - 01:29F1

Nos lagos, 6

INTERLAGOS – Nico Rosberg fez o que se esperava dele neste sábado (8) em Interlagos. Sem se intimidar, foi lá e cravou a pole. Está certo que a diferença para Lewis Hamilton na tabela foi miserável, apenas 0s033, mas já serviu como uma pequena vitória para Nico. É importante sair na frente e deixar o risco de um embate maior para o rival.

Na verdade, o alemão foi mais rápido que o companheiro de Mercedes durante todo o dia. Em todas as vezes em que ganhou à pista hoje, o piloto conseguiu superar seu adversário, que judiou de seus mecânicos no TL3. Hamilton não estava satisfeito com o carro pela manhã, e os membros da equipe prata tiveram de trabalhar duro e rápido para encontrar o acerto desejado pelo líder do campeonato.

Depois da classificação, Rosberg não estava tão sorridente como em outras oportunidades. Estava centrado. Obviamente, se mostrou contente pela conquista do lugar de honra do grid — até ganhou um troféu pelo maior número de poles em 2014 —, mas tinha um ar de preocupação. Rosberg sabe que precisa vencer e que não pode mais contar com apenas os seus resultados, então também deve explorar (ou tentar) um possível erro do rival, tática bem difícil, diga-se.

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Na coletiva depois do treino, Nico evitou falar em trabalho perfeito. Ele disse que só será perfeito se vencer a corrida brasileira, ou seja, se conseguir transformar a pole em um triunfo acachapante, algo que não aconteceu em Austin, por exemplo. O germânico garantiu que sabe onde errou nos EUA e o que tem de fazer agora. Resta saber se será suficiente.

De qualquer forma, mais tarde, quando a Mercedes reuniu os dois pilotos para uma conversa com os jornalistas em seu espaço no paddock, Rosberg surgiu de muito bom humor, se divertiu com o prêmio pelas poles e respondeu calmamente a todas as perguntas. Estava bem relaxada para quem tem de enfrentar ainda um duro domingo.

Aqui as um pouco das palavras do alemão:

Sei que em Austin teve coisas que eu podia ter feito melhor. Em primeiro lugar, treinei muito mais para a corrida. Treinamos bastante no Q3, com mais combustível, em condições que vão ser mais semelhantes às da corrida. Eu me senti bem, confortável. Em Austin, foi uma questão de encontrar o ritmo mais rápido. Demorei demais para encontrar o ritmo. Preciso fazer isso amanhã. De qualquer forma, é uma situação diferente.

Definitivamente, havia mais para a classificação. Mas também não consegui um bom equilíbrio. Era o freio-motor dessa vez. Eu estava ciente disso, mas na hora que cheguei na última tentativa, pensei se mudava, pois sabia que ia mais rápido, mas o carro teria diferentes limites. Como eu era o mais rápido naquele momento, decidi ser perseverante com aquele acerto e foi definitivamente a decisão certa. Mas é só um pequeno detalhe, nada demais.

Para fechar o dia, Rosberg usou o Twitter de forma inusitada. Repetindo a receita já usada e aplaudida pelo carismático jogador Lukas Podolski, o vice-líder do Mundial pediu pela torcida dos brasileiros, elogiou Felipe Massa e agradeceu ao carinho do público. Tudo isso em português, que só escorregou no “obrigada”.

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